Polícia

MT: homem que perseguiu adolescente por quase quatro anos é preso

Por quase quatro anos, um homem de 31 anos teria enviado presentes não solicitados, mensagens reiteradas e feito tentativas constantes de aproximação contra uma adolescente e seus familiares. O caso de perseguição e violência psicológica levou a Polícia Civil de Mato Grosso a cumprir, na segunda-feira (1), um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em Barra do Garças, em apoio à Operação Conduta Obsessiva, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás.

Os mandados foram expedidos pela Comarca de Goiânia (GO), após investigação do Grupo Especial de Investigação Criminal (Geic) da Polícia Civil de Goiás. O cumprimento das ordens ficou a cargo da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças.

Segundo as investigações, os crimes tiveram início em 2021, quando a vítima principal ainda era adolescente. Desde então, o investigado teria desenvolvido um comportamento persistente e invasivo, marcado pelo envio de presentes não solicitados, mensagens reiteradas, declarações amorosas não correspondidas e tentativas constantes de aproximação.

Com o tempo, a perseguição ultrapassou a esfera da vítima principal e alcançou diversos integrantes de sua família. O investigado passou a localizar números de telefone, perfis em redes sociais e outras informações pessoais dos familiares, intensificando os contatos por meio de mensagens, áudios, fotografias e envio de presentes.

As investigações revelaram um padrão de comportamento repetido ao longo de aproximadamente quatro anos, período em que as vítimas relataram crescente sensação de insegurança, invasão de privacidade e temor diante da insistência e da escalada das condutas. O investigado já responde a processo criminal por tentativa de homicídio.

Na segunda-feira (1), o suspeito compareceu espontaneamente à Derf de Barra do Garças, acompanhado de um familiar, para prestar interrogatório ao delegado responsável pelas investigações em Goiás. O depoimento foi realizado por videoconferência, no âmbito do inquérito policial.

Após o interrogatório, o suspeito foi informado sobre os mandados judiciais expedidos contra ele. Em seguida, equipes da Derf cumpriram as ordens judiciais, efetuando a prisão preventiva.

Concluídas as medidas, o preso foi submetido aos procedimentos legais e administrativos cabíveis e permanece à disposição do Poder Judiciário.

O nome da operação, Conduta Obsessiva, faz referência ao padrão comportamental do investigado: insistência prolongada, monitoramento indevido da rotina das vítimas e busca incessante por aproximação, mesmo diante da ausência de qualquer vínculo ou reciprocidade.

Leiagora

Foto:divulgação

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