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Regina Duarte surta, canta hino da ditadura, minimiza mortes e diz: “Sou leve, estou viva”

A secretária especial de Cultura do governo Bolsonaro, Regina Duarte concedeu uma entrevista para a CNN Brasil, nesta quinta-feira (7), que chocou muita gente. Pois, além de cantar uma música da Ditadura Militar (1964-1985), ao vivo, a atriz ainda minimizou as mortes e torturas registradas no período em que os militares mandavam no país.

“Na humanidade, não para de morrer [gente]. Por que as pessoas inda ficam ó [chocadas]? Não quero arrastar um cemitério de mortos nas costas”, disse Regina durante a entrevista com o jornalista Daniel Adjuto.

Cara, desculpa, eu vou te falar uma coisa assim: a humanidade não para de morrer. Se você falar ‘vida’ do outro lado tem ‘morte’. Sempre houve tortura, (Joseph) Stalin, quantas mortes? (Adolf) Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério nas minhas costas“, afirmou Regina. “Não desejo isso para ninguém. Sou leve, viva, estamos vivos, vamos ficar vivos“.

Em seguida, ela disse que mantém seu apoio ao presidente e que ignora críticas relacionadas a décadas passadas.

A secretária afirmou ainda que não deixará o governo, apesar do momento de crise que vive com o presidente Bolsonaro (sem partido) nas últimas semanas. Em outro momento, ela começou a cantar e dançar “De repente é aquela corrente pra frente”, música da época da ditadura militar. “Não era gostoso cantar isso?”, perguntou.

Constrangido, o entrevistador argumentou que, na ditadura, muitas pessoas foram torturadas, sofreram censura e até morreram. “Se você falar vida, do lado tem a morte. Sempre houve tortura, censura. Sou leve, estou viva. Estamos vivos, vamos ficar vivos? Não vive quem fica arrastando cordéis de caixões”, respondeu a secretária.

O âncora Reinaldo Gottino, que acompanhava a conversa do estúdio, também entrou no assunto. “Acho que a gente não pode minimizar a questão da ditadura, isso tem que ficar claro”, interferiu ele.

O momento mais tenso, porém, veio depois. Apresentadores da emissora pediram que Regina ouvisse um vídeo enviado pela também atriz Maitê Proença. Na gravação, a colega pedia mais medidas de socorro aos artistas diante da pandemia do coronavírus e criticava a falta de mensagens públicas sobre as mortes de nomes como Aldir Blanc, ocorridas recentemente.

Porém, enquanto o vídeo passava, Regina se revoltou e começou a discutir com o jornalista, dizendo que achava aquilo “baixo nível”. Ela se recusou a comentar as falas de Maitê e logo encerrou abruptamente o bate-papo.

“Desculpa, isso não estava na nossa entrevista. Não foi combinado nada disso. (…) Como assim entrar pessoas, desenterrar mortos, pelo amor de Deus”, falou. “Vocês estão carregando um cemitério nas costas, fiquem leves”.

Fonte: No Amazonas é Assim/siteparceiro 

 

 

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